O NASCIMENTO VIRGINAL DE JESUS

O nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, a sua mãe, ia casar com José. Mas antes do casamento ela ficou grávida pelo Espírito Santo (…) Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor  tinha dito por meio do profeta: A virgem ficará grávida e terá um filho que receberá o nome de Emanuel. Emanuel quer dizer “Deus está conosco”. (BÍBLIA: Livro de Mateus 1.18, 22-23 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

O texto de Mateus 1.18-25, bem como o de Lucas 1.26-56; 2.4-7 em duas histórias complementares, porém independentes, concordam em seu registro do nascimento de Jesus como o resultado de uma concepção miraculosa. Sua mãe, Maria, ficou grávida pela ação criativa do Espírito Santo, antes que ela tivesse qualquer relação com um homem.

A maioria dos cristãos aceitava o nascimento virginal de Jesus sem hesitação, até o século XIX. Daí em diante o assunto se tornou uma questão central no debate acerca do supranaturalismo cristão e da divindade de Jesus. O modernismo, buscando interpretar Jesus como um simples mestre singularmente piedoso e sábio, cercou o nascimento virginal de um espírito de desnecessário ceticismo.

Na realidade, o nascimento virginal faz parte do resto da mensagem do Novo Testamento a respeito de Jesus. A dignidade e a glória eternas que Jesus teve antes de o mundo ser criado (Livro de João 1.1-9) tornaram natural que ele entrasse na vida encarnada de um modo que proclamasse o glorioso papel que ele veio cumprir.

Mateus e Lucas estão interessados em como, através desse nascimento singular como ser humano, Jesus veio cumprir o propósito de Deus para a redenção, especialmente em experimentar a tristeza e a morte pelos pecadores. Eles estão menos preocupados com a concepção virginal como um prodígio físico ou uma arma apologética.

É impossível dizer se o nascimento virginal era o único modo pelo qual Jesus poderia vir à terra e identificar-se com o seu povo. O modo como esse nascimento é relatado testemunha a divindade de Jesus e o distingue de todos os outros. Convinha que ele nascesse desse modo incomum, uma vez que ele, diferentemente de todas as outras pessoas desde a queda, não estava envolvido em pecado. Maria não foi uma exceção nesse aspecto, não mais do que Davi e Pedro, ainda que os pecados dela não tenham sido registrados como o foram os deles. Através de sua morte, Jesus se tornou o Salvador dela e de todo o resto da Igreja com ele.

(Bíblia de Estudo de Genebra)

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