O CÂNON DAS ESCRITURAS:
Como os livros da Bíblia vieram a ser reconhecidos como Escrituras Sagradas?

O título acima foi retirado do livro de F. F. Bruce que nos introduz nessa pesquisa tão interessante sobre a história das escrituras sagradas. Você já se perguntou como a Bíblia foi escrita e posteriormente reconhecida como a revelação de Deus para a humanidade? Quais foram os critérios que definiram quais livros e quais cartas fariam parte do texto sagrado? Neste mês iniciamos uma série de mensagens que valoriza a Bíblia como um todo. Mesmo nos menores livros, Deus nos dá grandes mensagens de esperança e vida, por isso é tão importante saber um pouco sobre como foi formado o Cânon das escrituras.

A palavra Cânon é usada para descrever e responder sobre a inspiração das Sagradas Escrituras. Ela deriva do grego “kanôn” e sua tradução é “régua” ou “vara de medir”. Assim, os livros que fazem parte de nossa Bíblia foram todos “medidos” por critérios desenvolvidos pelos primeiros cristãos para distinguir textos da revelação divina de textos comuns, ou seja, apócrifos. Durante os primeiros séculos do cristianismo, muitas discussões ocorreram e muitas páginas foram escritas sobre o tema nos dando hoje a percepção dos critérios que prevaleceram e se sustentam até hoje, que são:
Autoridade apostólica – o texto deveria ser um ensino direto dos apóstolos para a igreja.
Antiguidade – após um certo tempo surgiram muitos textos espirituais, mas que não provinham diretamente dos apóstolos que conviveram com Jesus. Assim, era necessário avaliar também a antiguidade do texto.
Ortodoxia – Durante os primeiros três séculos havia uma crescente de textos tendenciosos geologicamente. Por isso o critério da ortodoxia foi estabelecido tendo como base a teologia das igrejas fundadas pelos apóstolos.
Catolicidade – inicialmente os textos não vinham todos juntos, como
em nossa Bíblia hoje. Eram pergaminhos copiados que circulavam entre as
igrejas. Assim, o critério da catolicidade diz respeito aos textos serem bem
conhecidos de todas as comunidades cristãs e bem aceitos por todos.
Uso tradicional – além de bem conhecidos, os livros deveriam fazer parte do ensino cristão das igrejas.
Inspiração – A clara condução do Espírito Santo na elaboração e na utilização do texto.

Todo esse processo durou séculos e mesmo na reforma protestante no século XVI foi necessário reafirmar a posição da igreja primitiva. Se hoje você pode abrir sua Bíblia e ler a revelação de Deus é porque ao longo de muitos séculos irmãos se dedicaram a ensinar, copiar, traduzir, preservar e defender até com a própria vida o texto sagrado. Que você se aprofunde cada dia mais em conhecer e ouvir a palavra de Deus, a Bíblia Sagrada em toda a sua extensão.

Rafael Vieira Franco
Pastor da 1ª IPI de Campinas

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