“Depois Barnabé foi até a cidade de Tarso a fim de buscar Saulo. Quando o encontrou, ele o levou para Antioquia. Eles se reuniram durante um ano com a gente daquela igreja e ensinaram muitas pessoas. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, os seguidores de Jesus foram chamados de cristãos.” (BÍBLIA: Livro de Atos 11.25-26 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

O cristianismo não é uma nova religião, com novos rituais e crenças, através das quais o ser humano pode se ligar novamente em Deus. O cristianismo também não é um código moral ou um código é co que tem por fim melhorar o relacionamento entre as pessoas do mundo e torna-las mais “boazinhas”. Também, o cristianismo não é uma filosofia de vida baseada na filantropia e generosidade, que alivia a culpa interior do ser humano. Todas estas noções são reduções do que realmente é o cristianismo.

O teólogo e pastor inglês N. T. Wright, em seu livro “Simplesmente Cristão”, escreve sobre a essência do cristianismo, explicando isto “tanto para os de fora, como para os de dentro”. De maneira brilhante e simples, Wright resgata a profundidade da fé, se opondo aos reducionismos e aos desvios. Ele diz:

          “Mas, afinal, do que trata o cristianismo? O cristianismo fala do Deus vivo que, no cumprimento de suas promessas e como clímax da história de Israel, nos encontrou, salvou e nos deu nova vida em Jesus. Através de Jesus, a operação-resgate de Deus foi colocada em prática de uma vez por todas. Uma grande porta se abriu, e jamais poderá ser fechada (…) Todos nós fomos especialmente convidados – ou melhor, convocados – a seguir Jesus e descobrir que esse novo mundo é, na verdade, um lugar de justiça, espiritualidade, relacionamento e beleza. Não devemos apenas desfrutar de todas essas coisas, mas trabalhar para que elas se tornem evidentes, assim na terra como no céu.”

De uma maneira resumida podemos dizer que cristianismo fala daquilo que Deus fez, em Cristo, para toda a humanidade; seu propósito eterno de reconciliar o ser humano consigo mesmo através do sacrifício de Jesus. Por consequência, é um convite para uma nova vida – real e concreta – de seguir Jesus; é tornar-se participante daquilo que Deus está realizando no mundo todo.

 

Casso M. Vieira
Pastor da 1ª IPI de Campinas

 

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