Lembro-me muito bem do dia em que eu estava trabalhando na roça de lavoura da família e “debaixo” de um sol de aproximadamente 37º no interior de Alagoas, agreste nordestino. Meus irmãos e eu plantávamos grãos de milho e feijão numa terra seca e árida; nada daquilo fazia sentido para mim. Eu não conseguia compreender como poderia nascer milho e feijão numa terra tão hostil e sem vida. Incomodado com a situação, eu exclamei – com um ar de desespero – “nada que plantarmos terá condições de nascer aqui”.

A resposta da minha mãe foi surpreendente e até hoje me faz lembrar de que é possível acreditar em dias melhores. Ela disse: “CONTINUEM PLANTANDO, AINDA HÁ ESPERANÇA”. Dias depois começou a chover, o milho e o feijão brotaram e pudemos nos alimentar de uma maravilhosa colheita.

O Salmo 42, verso 11 diz: “Por que estou tão triste? Por que estou tão aflito? Eu porei a minha esperança em Deus e ainda o louvarei. Ele é o meu Salvador e o meu Deus.”

A falta de esperança que brota no coração de muitas pessoas é resultado de frustrações, decepções, sonhos não realizados, projetos não concluídos e outras coisas mais. Tudo isso nos leva a pensar que fomos abandonados por Deus e que ele não se importa com as nossas dificuldades.

O salmista nos ajuda a entender que, mesmo em dias de desespero, abatimento e falta de esperança é necessário esperar em Deus e colocar todas as nossas necessidades nas mãos dele.

Deus é a nossa esperança! Sabemos disso pelo fato de ele ter restaurado a nossa esperança através de seu amado Filho Jesus Cristo.

Deus nos amou incondicionalmente e deu esperança à humanidade quando, voluntariamente, resolveu morrer numa cruz para pagar um alto preço em nosso lugar.

 

Lic. Erivaldo Oliveira

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